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Cintilografia de perfusão do miocárdio em idosos

Pertinência da cintilografia de perfusão do miocárdio em pacientes octagenários

Sumário

A doença das artérias coronárias é a principal causa de morbidade e mortalidade na população idosa. Uma apresentaçao atípica, níveis reduzidos de atividade e comorbidades geralmente atrapalham o diagnóstico. Estudamos o uso da cintilografia de perfusão em octagenários.
Revisamos retrospectivamente os registros médicos de pacientes que tinha sido submetidos a cintilografia de perfusão do miocárdio e cineangiocoronariografia, com uma diferença máxima de seis meses entre os dois exames, no período de 1998-2008. Sessenta veteranos com menos de 60 anos, que também tinham sido submetidos a ambos os procedimentos, serviram de controle.
Foram avaliados 53 pacientes, predominantemente do sexo masculino, com idade média de 85+/- 2,5 anos. A dor torácica foi a principal indicação clínica para o exame (68%). Entre os fatores de risco foram encontrados diabetes (44%), hipertensão (93%), fumo (48%), hiperlipidemia (93%) e doença vascular periférica (40%). Todos pacientes apresentaram cintilografia de perfusão do miocárdio anormal. Defeitos reversíveis estavam prsesentes em 91% dos casos, com a seguinte distribuição: leve (26%), moderada (39%), grave (15%) e múltiplos defeitos (11%). Os defeitos fixos estavam presentes em 44% dos pacientes. A análise de ambos exames nos 53 pacientes mostrou uma correlação completa (43), parcial (7) e nenhuma correlação entre os defeitos de perfusão e a lesão culpada na coronariografia.
O valor preditivo positivo e a acurácia da cintilografia de perfusão do miocárdio na detecção de DAC foi de 98%. O seguimento dos pacientes variou de 1 a 10 anos, quando ocorreu 19 mortes (7 de causa cardíaca).
Conclusão: A cintilografia de perfusão do miocárdio apresenta acurácia diagnóstica nos octagenários semelhante à dos grupos de pacientes mais jovens.

Citação bibliográfica:

Pertinence of myocardial perfusion imaging in octogenarians. Sidhu M - Angiology - 01-APR-2010; 61(3): 294-6